Grundfos SP ou SPE:
que bomba submersível para o solar?
As duas famílias partilham a mesma hidráulica submersível e o mesmo variador solar RSI, mas tudo as separa no motor: a SPE traz um motor síncrono de ímanes permanentes MS6000P pilotado até 100 Hz, a SP um motor assíncrono MMS concebido para 50 Hz. Essa diferença comanda o rendimento, o limiar de arranque, o tamanho do campo fotovoltaico e o domínio de emprego de cada uma.
Um mesmo conversor solar, as mesmas regras de fileira
Tanto a SP como a SPE são pilotadas pelo conversor solar Grundfos RSI: MPPT integrado, janela de tensão contínua de 450 a 800 V na versão de alta tensão, e um tamanho escolhido pela intensidade do motor, nunca apenas pela potência. As regras de dimensionamento da fileira fotovoltaica são idênticas para as duas famílias: tensão da fileira acima do limiar MPPT com célula quente, tensão em vazio abaixo dos 800 V com célula fria. Dois acessórios são obrigatórios seja qual for a família: o filtro sinusoidal entre variador e motor, e a sonda de temperatura externa Pt100 ou Pt1000, já que o sensor Tempcon integrado no motor fica definitivamente desativado assim que a bomba é alimentada por variador.
Ímanes permanentes contra assíncrono: o que muda de verdade
A SPE nasceu para o variador: o seu motor MS6000P sobe a 100 Hz, o dobro da velocidade de um motor de 50 Hz, o que extrai mais hidráulica do mesmo corpo de bomba, e o seu rotor de ímanes não consome corrente magnetizante. A SP é a bomba submersível universal da Grundfos: o seu motor assíncrono MMS está previsto para a rede de 50 Hz, e o RSI pilota-o entre 30 Hz, piso imposto pelo fabricante para a garantia do motor, e 50 Hz, sem sobrevelocidade. Em contrapartida, o assíncrono paga a sua corrente magnetizante e as perdas rotóricas: a caudal igual absorve mais, e arranca mais tarde no dia.
| SPE (MS6000P) | SP (MMS) | |
|---|---|---|
| Tecnologia do motor | síncrono de ímanes permanentes | assíncrono de gaiola |
| Frequência de pilotagem solar | até 100 Hz | 30 a 50 Hz |
| Sobrevelocidade | é o regime nominal | proibida (bloqueio a 50 Hz) |
| Potências de motor no catálogo LE LAB | até 37 kW | 45 a 220 kW |
| Tensão do motor | 3 × 350 V | 3 × 380-415 V |
| Filtro sinusoidal | obrigatório em solar | obrigatório, sem exceção |
| Seleção do filtro | coluna 100 Hz da corrente admissível | coluna 50 Hz da corrente admissível |
| Sonda de temperatura externa | obrigatória | obrigatória |
| Proteção contra funcionamento a seco | sensor LVV-110 | sensor LVV-110 |
SP 46-9 contra SPE 46-9: mesma hidráulica, dois motores
A Grundfos publica as duas versões da mesma bomba: o corpo hidráulico 46-9 existe em SP assíncrona e em SPE de ímanes permanentes. É a comparação mais limpa possível, porque só o motor muda. A 75 m de altura manométrica a diferença é constante em toda a gama: a caudal igual, o assíncrono absorve 9 a 11 % mais potência, e a plena potência fica-se pelos 47 m³/h onde os ímanes permanentes entregam 52. Numa instalação solar essa diferença paga-se em painéis: é ela que funda a prioridade que o LE LAB dá à SPE quando as duas famílias sabem responder.
Quem serve o quê: pequenas e médias potências em SPE, o pesado em SP
Na prática as duas famílias quase não se sobrepõem. A SPE cobre as pequenas e médias potências com o seu rendimento superior; a SP assume onde os motores de ímanes permanentes param, com motores assíncronos de 45 a 220 kW que levam os grandes caudais em profundidade: 200 m³/h a mais de 400 m de altura manométrica, uma zona que nenhuma outra gama solar do catálogo alcança. O teto comum é fixado pelo variador: acima de 460 A de corrente de motor já não existe RSI.
O dimensionamento SP e SPE
O LE LAB integra as curvas do fabricante das duas famílias e aplica-lhes as regras próprias das bombas com variador externo: limiar de arranque mostrado (a potência mínima no variador para a bomba debitar, deduzida da altura a caudal nulo), caudal mínimo contínuo de 10 % do caudal nominal para a refrigeração do motor, bloqueio de frequência da família, e majoração automática de um tamanho de variador nos locais cujo mês mais quente ultrapassa os 42 °C quando a margem de corrente não cobre o desclassamento térmico. O estudo abaixo, 400 m³/dia a 300 m de profundidade no Líbano, devolve uma SP 160-15 com o seu RSI de 250 kW: nenhuma outra gama solar responde a este ponto de funcionamento.