Caso prático

Um furo de 300 m com apoio da rede:
a arbitragem no Alentejo

No sul de Portugal, uma exploração alentejana capta num aquífero profundo: a água está a 300 m, a necessidade é de 60 m³ por dia, e a cisterna já existe. A rede elétrica chega ao posto, e o agricultor quer o apoio, porque sabe que o inverno não fará os 60 m³ só com o sol. Essa exigência muda tudo: põe fora de jogo a única gama verdadeiramente híbrida do catálogo, e coloca em concorrência duas maneiras muito diferentes de fazer entrar corrente alterna numa bomba solar.

Beja · Portugal Necessidade: 60 m³/dia Furo de 300 m Altura total 319 m Cisterna existente Apoio da rede pedido
O projeto

Quando a profundidade manda em tudo

Sessenta metros cúbicos por dia é uma necessidade modesta. Trezentos metros de profundidade é outra história: com a elevação e as perdas de carga, o LE LAB calcula 319 m de altura manométrica total. A essa altura, a energia a fornecer para o mesmo metro cúbico é mais do dobro da de um furo de 120 m, e o catálogo reduz-se depressa.

60 m³/da necessidade da exploração, modesta em volume mas exigente em altura
300 ma profundidade da água, mais 5 m de elevação e 120 m de conduta
319 ma altura manométrica total calculada, perdas de carga incluídas
Apoio sima rede está no posto e o agricultor quer o socorro: a resposta pesa em todo o estudo
Etapa 1

Os dados de entrada

A cidade de referência de irradiação é Beja, em pleno Alentejo. Profundidade 300 m, elevação 5 m, 120 m de conduta, cisterna existente, e a caixa de apoio elétrico em sim. É esta última resposta que fará bascular a arbitragem.

Resumo do estudo LE LAB: Beja em Portugal, 60 m³ por dia, profundidade 300 m, elevação 5 m, 120 m de conduta, altura manométrica total 319 m, apoio elétrico sim, cisterna existente

O resumo antes do cálculo, com o apoio da rede pedido e a cisterna já no lugar.

Etapa 2

A solução escolhida: um motor de ímanes permanentes com variador

O LE LAB escolhe uma GRUNDFOS SPE 18-35, uma bomba de 7,1 polegadas com motor síncrono de ímanes permanentes, pilotada por um variador solar RSI de 37 kW. Aceita 24 m³/h e 350 m de altura, portanto trabalha a 319 m sem estar no seu teto. O campo conta 44 painéis de 630 Wp, ou seja 27 720 Wp, cablados em quatro fileiras paralelas de onze painéis em série. A produção média fixa-se em 67,6 m³ por dia.

Solução escolhida pelo LE LAB: bomba GRUNDFOS SPE 18-35, campo solar de 27 720 Wp em 44 painéis de 630 Wp, produção média 67,6 m³ por dia

A solução num relance. A amplitude sazonal é anunciada: de 44,1 m³ por dia em dezembro a 92,4 em agosto.

Etapa 3

O que a profundidade faz ao catálogo

A 319 m de altura a seleção aperta bruscamente. A gama LORENTZ PSk3, a única do catálogo nativamente híbrida, para nos 180 m: não desce até aqui. A PSk2 chega, mas com o corpo que sobe mais alto da sua gama, um C-SJ30-35 cuja altura máxima é de 330 m, e precisa então de um campo consideravelmente maior. A SP assíncrona também lá chega, largamente sobredimensionada para uma necessidade de 60 m³. Resta a SPE, cuja gama sobe a 450 m e que encontra aqui o seu terreno natural.

SoluçãoCampo fotovoltaicoProdução médiaEntrada em corrente alterna
GRUNDFOS SPE 18-35 + RSI 37 kW27 720 Wp · 44 × 630 Wp67,6 m³/dbornes do variador, com comutador de fontes
LORENTZ PSk2-40 C-SJ30-3548 925 Wp · 95 × 515 Wp73,6 m³/dconversor SmartPSUk2 a acrescentar
GRUNDFOS SP 77-20 + RSI 110 kW84 150 Wp · 187 × 450 Wp99,7 m³/dbornes do variador, com comutador de fontes
LORENTZ PSk3fora de alcance: a gama para nos 180 m de altura

A PSk2 exige 48 925 Wp onde a SPE pede 27 720, ou seja 95 painéis em vez de 44. Já não é uma diferença de apreciação, é uma diferença de natureza: a essa altura o corpo LORENTZ trabalha no fim da sua gama enquanto a SPE se mantém na sua faixa de rendimento.

Etapa 4

Porque é que aqui o apoio não é um conforto

A produção vai de 44,1 m³ por dia em dezembro a 92,4 em agosto. Os meses de verão ultrapassam largamente a necessidade, mas dezembro, janeiro e novembro ficam abaixo. Num furo profundo, o inverno não se recupera aumentando razoavelmente o campo: seria preciso dimensionar sobre o mês mais desfavorável e pagar o ano inteiro um campo calibrado para dezembro. O agricultor escolheu a outra via, manter um campo justo e deixar a rede completar as semanas cinzentas. É exatamente o papel de um apoio.

Produção mensal estimada face à necessidade de 60 m³ por dia em Beja: de 44,1 m³ por dia em dezembro a 92,4 em agosto, com a pluviometria mensal

Três meses ficam abaixo da linha da necessidade. É aí, e só aí, que a rede toma o lugar.

O ponto técnico

Três maneiras de fazer entrar corrente alterna numa bomba solar

A palavra apoio cobre três arquiteturas muito diferentes, e o catálogo solar propõe-nas todas as três. Distingui-las é o verdadeiro assunto técnico deste dossiê.

Híbrido integradoo controlador LORENTZ PSk3 aceita uma fonte solar e uma fonte alterna, e combina-as no mesmo aparelho. Nada a acrescentar, mas a gama para nos 180 m
Conversor separadoa PSk2 recebe a rede por um SmartPSUk2, um armário de conversão pelo qual passa também a totalidade do campo solar, e que mistura as duas fontes em contínuo
Entrada no variadoro RSI aceita a corrente alterna nos seus próprios bornes de entrada, sem conversor, com um comutador de fontes que impede a alimentação simultânea
Uma entrada em corrente alterna não é um funcionamento híbrido. O manual do RSI é explícito: o conversor não deve ser alimentado em simultâneo em corrente alterna e em corrente contínua, e é recomendado um dispositivo de encravamento. Passa-se de uma fonte para a outra, não se misturam. Chega para este projeto, onde a rede deve substituir nas semanas de inverno, e não chegaria a quem quisesse um caudal garantido combinando as duas energias em permanência. Sobre essa última necessidade responde o controlador híbrido, como em este caso no Chade onde uma PSk3 combina solar e grupo eletrogéneo watt a watt.

Aqui a gama híbrida não desce aos 319 m, e a arquitetura de conversor separado impõe 95 painéis em vez de 44. A SPE com variador RSI ganha portanto no campo fotovoltaico, e a sua entrada em corrente alterna liga-se sem conversor, bastando um comutador de fontes. Num furo menos profundo e sem apoio pedido, a classificação inverte-se, como mostra este pomar andaluz onde o controlador integrado passa à frente.

A instalação

O que o variador impõe à sua volta

Um motor submersível pilotado por variador não se cabla como um controlador integrado. O esquema gerado pelo estudo traz os órgãos obrigatórios desta arquitetura: o filtro sinusoidal entre variador e motor, e o sensor de funcionamento a seco. Nesta gama, o sensor de temperatura interno do motor fica desativado assim que a bomba é alimentada por variador, e uma sonda exterior toma o lugar.

Esquema de instalação LE LAB: bomba GRUNDFOS SPE 18-35 a 300 m, variador solar RSI 37 kW, filtro sinusoidal, sensor de funcionamento a seco, campo de 27 720 Wp e cisterna

O esquema de instalação gerado pelo estudo, com os órgãos próprios de uma bomba com variador.

O que este caso mostra

A profundidade escolhe a família, o apoio escolhe a arquitetura

44 contra 95os painéis da SPE contra a PSk2 no mesmo ponto de funcionamento, 27 720 Wp contra 48 925
180 mo teto da gama nativamente híbrida: a 319 m não concorre
3 mesesdezembro, janeiro e novembro ficam abaixo da necessidade: o apoio da rede não é decorativo
Sem armárioa entrada em corrente alterna do RSI liga-se no próprio variador, sem conversor adicional
Para ir mais longe: a página SP ou SPE compara os dois motores Grundfos com variador, a página variador solar RSI detalha o seu dimensionamento em corrente, a página SPE e RSI o conjunto motor e variador, e a matriz de cobertura situa o seu ponto de funcionamento no catálogo.

O seu projeto merece o mesmo estudo

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